Uma marca de moda brasileira transformou o WhatsApp em um novo canal de vendas e faturou R$ 400 mil em apenas quatro meses.

Entre março e junho de 2026, a Insider registrou 1,6 mil pedidos realizados por meio de uma inteligência artificial proprietária chamada IAra. A operação alcançou uma taxa de conversão próxima de 20% e, considerando apenas os custos da tecnologia de IA empregada, um retorno estimado em cerca de 200 vezes.

O resultado chama a atenção não apenas pelo valor vendido, mas pelo que ele representa: o WhatsApp pode deixar de ser somente um canal de suporte e se tornar parte efetiva da jornada comercial.

Esse case traz aprendizados importantes para marcas que desejam usar o WhatsApp de modo estratégico, conectando atendimento, personalização, recuperação de vendas e automação.

Como funciona a IA criada pela Insider?

Batizada de IAra, a solução começou a ser desenvolvida em novembro de 2025 e foi lançada em dezembro daquele ano.

Inicialmente, a inteligência artificial consultava peças e preços e apresentava opções de acordo com a intenção demonstrada pelo consumidor. O cliente podia escolher os produtos, montar o carrinho e avançar para o pagamento pela plataforma.

Em 2026, a Insider acrescentou novas funcionalidades, como:

  • ajuda para escolher o tamanho;
  • avisos de reposição de estoque;
  • suporte em casos de abandono de carrinho;
  • recomendações baseadas no contexto do consumidor.

A estratégia atingiu uma conversão próxima de 20%. A meta declarada pela empresa é elevar essa taxa para uma faixa entre 52% e 56% à medida que a tecnologia seja aprimorada com os dados coletados.

Esse objetivo ainda é uma projeção. Mesmo assim, o desempenho inicial demonstra o potencial de uma experiência conversacional bem estruturada.

O que explica o desempenho do canal?

O sucesso não veio apenas da adoção de uma inteligência artificial. Ele nasceu da combinação entre tecnologia, contexto e uma jornada comercial pensada especificamente para a conversa.

Atendimento no canal que o cliente já utiliza

Em vez de exigir que o consumidor aprenda uma nova interface, a marca passou a atendê-lo em um aplicativo que já faz parte de sua rotina.

Estimativas reunidas pela Statista indicam que aproximadamente 93% da população brasileira utiliza ativamente o WhatsApp,o que torna o aplicativo um dos canais digitais de maior alcance no país.

A presença, por si só, não garante vendas. Ela reduz, porém, uma barreira importante: o cliente não precisa instalar outro aplicativo ou se adaptar a uma experiência desconhecida para começar uma conversa.

Recomendações mais contextualizadas

A IAra utiliza a intenção demonstrada pelo consumidor para apresentar produtos mais adequados ao que ele procura.

Em vez de exibir um catálogo inteiro, a experiência pode ajudar a responder perguntas como:

  • Qual produto atende melhor à minha necessidade?
  • Qual tamanho devo escolher?
  • Existe outra opção disponível?
  • Quando determinado item voltará ao estoque?

Essa interação aproxima a experiência digital da venda consultiva.

Mais visibilidade sobre o abandono

Em um site, nem sempre é fácil compreender por que uma pessoa interrompeu a compra.

Segundo a própria Insider, a conversa pelo WhatsApp permite identificar em qual etapa o consumidor abandonou o processo. Essa informação pode ser utilizada tanto para oferecer suporte quanto para encontrar falhas na experiência.

Por exemplo, a desistência pode ter sido provocada por:

  • dúvida sobre o tamanho;
  • indisponibilidade de uma peça;
  • dificuldade para finalizar o pedido;
  • incerteza sobre a entrega;
  • necessidade de mais informações antes da decisão.

Ao identificar o contexto, a marca pode oferecer uma resposta mais relevante do que uma mensagem genérica de recuperação de carrinho.

Aproveite e leia também: recuperação de carrinho abandonado pelo WhatsApp supera e-mail e SMS em 2026.

Principais aprendizados do case da Insider para outras marcas

O principal aprendizado do case não é que toda empresa precisa desenvolver uma inteligência artificial do zero.

Ele mostra que existe uma oportunidade de tratar o WhatsApp como parte da operação comercial, e não apenas como uma caixa de entrada para dúvidas.

1. O WhatsApp pode atuar em diferentes etapas da compra

Uma experiência conversacional pode apoiar atividades como:

  • descoberta de produtos;
  • recomendação personalizada;
  • esclarecimento de dúvidas;
  • consulta de disponibilidade;
  • recuperação de carrinhos;
  • acompanhamento de pedidos;
  • atendimento pós-venda.

A empresa não precisa implementar todas essas possibilidades de uma vez. Um fluxo específico, conectado a uma dor real do cliente, pode ser um bom ponto de partida.

2. A inteligência precisa estar conectada aos sistemas da empresa

Uma IA isolada consegue produzir uma resposta. Para participar de uma jornada comercial, ela precisa consultar e acionar recursos como:

  • catálogo de produtos;
  • estoque;
  • preços;
  • informações de clientes;
  • pedidos;
  • pagamentos;
  • logística;
  • CRM;
  • regras comerciais.

O valor está na integração entre a inteligência, os dados e os sistemas que sustentam a operação.

3. Automação não significa ausência total de pessoas

A reportagem mostra que a Insider também utiliza outra solução de IA para o pós-venda e direciona situações específicas para interação humana.

Esse modelo híbrido tende a ser mais seguro: a automação cuida das demandas previsíveis, enquanto a equipe assume os casos que exigem julgamento, sensibilidade ou uma exceção não prevista.

IA própria ou plataforma pronta: qual caminho escolher?

A Insider decidiu desenvolver sua tecnologia internamente para manter controle sobre a experiência, os processos e a evolução do produto. Essa estratégia pode fazer sentido para empresas que possuem:

  • equipe técnica especializada;
  • volume suficiente para justificar o investimento;
  • dados bem estruturados;
  • capacidade de manutenção contínua;
  • requisitos muito específicos de personalização.

Para outras marcas, construir toda a solução do zero pode aumentar custos, prazos e complexidade.

Uma alternativa é combinar componentes já existentes: modelos de IA, plataformas de automação, sistemas de e-commerce, CRM e uma API para integrar o WhatsApp.

A decisão não precisa ser entre “construir tudo” e “terceirizar tudo”. A empresa pode preservar sua lógica de negócio e sua experiência enquanto utiliza infraestrutura especializada para executar determinadas etapas.

Confira depois: Como software houses podem escalar entregas de WhatsApp em 2026.

Como o Z-API pode apoiar projetos de vendas pelo WhatsApp?

O case da Insider não está associado ao Z-API. Ele serve, porém, como exemplo do tipo de experiência que empresas podem buscar ao integrar sistemas, dados e automações ao WhatsApp.

O Z-API é uma API que permite conectar o WhatsApp aos sistemas de uma empresa. Por meio de rotas de API e webhooks, desenvolvedores podem criar soluções capazes de enviar mensagens e acompanhar eventos ocorridos na conta conectada.

Isso permite integrar o WhatsApp a recursos como:

  • inteligência artificial;
  • CRM;
  • e-commerce;
  • catálogo de produtos;
  • sistemas de atendimento;
  • automações;
  • bancos de dados;
  • plataformas próprias.

Liberdade para desenvolver uma experiência própria

A empresa pode manter o controle sobre a lógica da aplicação, escolhendo qual modelo de IA utilizar, quais dados consultar e quais ações disponibilizar.

O Z-API atua como a camada de conexão com o WhatsApp, enquanto a inteligência e as regras comerciais permanecem sob responsabilidade da aplicação desenvolvida pela marca ou por sua parceira tecnológica.

Comunicação por API e acompanhamento por webhooks

Os webhooks permitem que o sistema seja informado quando determinados eventos acontecem, como o recebimento de uma mensagem, o envio de um conteúdo ou uma alteração no estado da conexão.

Com isso, uma aplicação pode:

  1. receber a mensagem do cliente;
  2. consultar os dados necessários;
  3. processar a solicitação;
  4. gerar uma resposta;
  5. enviá-la pelo WhatsApp;
  6. registrar o resultado em outros sistemas.

Previsibilidade por instância

O modelo comercial do Z-API é baseado na assinatura de instâncias, sendo cada instância associada a um número conectado.

Essa estrutura pode ajudar empresas e desenvolvedores a planejar o custo da infraestrutura conforme o número de operações ou clientes atendidos.

O custo total de um projeto, entretanto, também pode incluir modelos de IA, servidores, bancos de dados, ferramentas de automação, desenvolvimento, suporte e manutenção.

Como começar a vender pelo WhatsApp?

Antes de desenvolver uma IA completa, vale identificar uma oportunidade comercial específica. Alguns exemplos:

  • recuperar carrinhos abandonados;
  • recomendar produtos;
  • responder dúvidas frequentes antes da compra;
  • avisar sobre reposição de estoque;
  • qualificar interessados;
  • direcionar clientes para vendedores;
  • acompanhar pedidos.

Depois disso, sua empresa pode estruturar o projeto em etapas:

  1. definir o problema que será resolvido;
  2. mapear a jornada do cliente;
  3. identificar os sistemas e dados necessários;
  4. estabelecer quais ações serão automatizadas;
  5. definir quando haverá atendimento humano;
  6. integrar a aplicação ao WhatsApp;
  7. começar com um grupo controlado de clientes;
  8. acompanhar conversão, satisfação e falhas;
  9. ampliar o fluxo conforme os resultados.

Também é importante definir regras de consentimento, segurança, privacidade, frequência de contatos e interrupção das mensagens.

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O WhatsApp pode ser mais do que um canal de atendimento

O resultado divulgado pela Insider demonstra que o comércio conversacional já pode gerar receita relevante para marcas brasileiras.

A principal lição não está apenas na inteligência artificial criada pela empresa. Está na decisão de levar a experiência comercial para um canal amplamente utilizado pelos consumidores e conectar a conversa a uma operação real de vendas.

Cada empresa terá uma estratégia, uma tecnologia e uma jornada diferentes

O resultado de R$ 400 mil da Insider não representa uma garantia para outras marcas, mas comprova, porém, que existe uma oportunidade concreta para empresas que souberem combinar:

  • conveniência;
  • contexto;
  • dados;
  • automação;
  • integração;
  • atendimento humano nos momentos certos.

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Especialista nas áreas de SEO e Copywriting há mais de oito anos, focado em estratégias de posicionamento orgânico (SEO, GEO e AEO) e entrega de conteúdo relevante para os leitores. No Z-API, atuo na criação de conteúdo estratégico para impulsionar a performance digital da marca e ofertar artigos com conhecimentos úteis para os usuários.